Dois homens foram condenados pela Justiça após o Tribunal do Júri reconhecer que eles planejaram e executaram o assassinato de Agostinho Neto Morais Brandão, de 24 anos. O crime aconteceu em julho de 2024 e a sentença foi anunciada na terça-feira (10), no Fórum da Comarca de Araguaína, pelo juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra, da 1ª Vara Criminal.
De acordo com o processo, o crime teria sido motivado por desentendimentos anteriores entre um dos acusados e a vítima, após uma suposta ameaça envolvendo familiares. As investigações apontam que Heverson da Silva Pereira, de 19 anos, organizou a ação, enquanto Elisson Kaio Ferreira Gumercindo, de 21, realizou os disparos com um revólver calibre .38. Agostinho foi surpreendido dentro da própria residência, no momento em que se alimentava, sem possibilidade de defesa.
Ao fixar as penas, o magistrado considerou que o crime foi planejado e executado de forma a impedir qualquer reação da vítima, o que aumentou a gravidade da conduta. Heverson foi condenado a 13 anos e 9 meses de prisão, com redução da pena por ter menos de 21 anos na época do fato e por ter confessado participação. Já Elisson, apontado como autor dos tiros, recebeu pena de 16 anos e 6 meses de reclusão.
Os dois permanecem presos desde 2024 e tiveram o início imediato do cumprimento das penas, conforme entendimento recente do Supremo Tribunal Federal sobre decisões do Tribunal do Júri. A defesa ainda pode recorrer ao Tribunal de Justiça do Tocantins.
