Tocantins registra queda nos casos de feminicídio em 2024, aponta Mapa da Segurança Pública

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Depressed woman with cracked glass effect
Feminicídio é tipificado como o homicídio de mulheres motivado por questões de gênero/ Foto: Freepik

O Tocantins registrou 12 casos de feminicídio em 2024, segundo dados do Mapa da Segurança Pública 2025, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em 2023, o estado havia contabilizado 18 ocorrências, o que representa uma redução de 33,3% no número de vítimas.

Apesar da queda, a taxa de feminicídios no Tocantins foi de 1,53 casos por 100 mil mulheres, permanecendo acima da média nacional, que ficou em 1,34 no mesmo período. O índice considera a proporção de casos em relação à população feminina do estado.

Cenário nacional

Em todo o Brasil, foram registrados 1.459 feminicídios em 2024, contra 1.449 em 2023, um aumento de 0,69%. A taxa nacional se manteve estável em 1,34 casos por 100 mil mulheres. Os dados indicam que, em média, quatro mulheres foram vítimas de feminicídio por dia no país ao longo do ano.

A Região Norte apresentou redução nos registros, passando de 137 casos em 2023 para 123 em 2024, o que corresponde a uma queda de 10,22%. Ainda assim, alguns estados da região mantêm taxas elevadas quando comparadas à média nacional.

Definição do crime

O feminicídio é tipificado como o homicídio de mulheres motivado por questões de gênero, geralmente relacionado a violência doméstica, familiar ou a situações de menosprezo ou discriminação contra a condição feminina.

Dados oficiais

As informações fazem parte do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e foram consolidadas com base nos registros enviados pelos estados ao Ministério da Justiça. O levantamento tem como objetivo subsidiar políticas públicas e permitir o acompanhamento da violência de gênero no país.

Daiane Silva, 24 anos, é jornalista tocantinense e augustinopolina de berço. Já trabalhou em rádio e fez assessoria política nas eleições municipais de 2024. Apaixonada por livros-reportagem e inspirada no trabalho de Roberto Cabrini, sonha em seguir no jornalismo investigativo. Também pretende se aprofundar em Ciência Política para entender ainda mais sobre o cenário político e social.

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