Rio Araguaia

Carreta é flagrada em ponte com limite de tráfego e preocupa pescador

Um pescador registrou o momento em que uma carreta atravessa a ponte sobre o Rio Araguaia, na BR-230, no trecho que liga o Tocantins ao Pará, nas proximidades de Araguatins, na região do Bico do Papagaio.

O flagrante foi feito por Orimar Fernandes, que possui mais de 40 mil seguidores no Instagram, onde mantém o perfil “Aventura, Pescaria e Diversão”. Nas imagens, ele chama atenção para o risco da travessia e demonstra preocupação com as condições da estrutura.

O trecho possui restrição de tráfego estabelecida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que proíbe, desde o dia 9 de março de 2026, a circulação de veículos com mais de seis eixos na ponte. A medida foi adotada de forma preventiva para garantir a segurança e preservar a estrutura.

O vídeo foi gravado no dia 3 de abril, mas não é possível identificar com precisão quantos eixos tem o veículo flagrado. Mesmo assim, o pescador alerta que não teria coragem de atravessar o local nas condições atuais.

Em nota, o DNIT informou que comunicou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para reforçar a fiscalização na área e que está providenciando sinalização para orientar os motoristas sobre a restrição.

Já a PRF informou que não havia sido notificada oficialmente sobre a intensificação da fiscalização no trecho.

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A limitação está registrada no sistema de Autorizações Especiais de Trânsito (AET), o que direciona automaticamente veículos de grande porte para rotas alternativas. Caminhões com sete eixos ou mais, por exemplo, não devem utilizar a ponte.

O DNIT reforça que o descumprimento da restrição pode ser considerado imprudência, com possibilidade de responsabilização do condutor.

Sem autorização, nada feito: Temporada no rio Araguaia terá regras rígidas para uso das praias

Por Daiane Silva | Foto: Secom

A temporada de praias às margens do Rio Araguaia, uma das mais movimentadas do Centro-Oeste, começou com uma grande novidade neste ano: a gestão compartilhada entre a Superintendência do Patrimônio da União em Goiás (SPU-GO) e os municípios banhados pelo rio.

Agora, cidades como Aragarças, Aruanã, Britânia, São Miguel do Araguaia, entre outras, passam a ter mais autonomia na organização das praias fluviais durante o período de maior fluxo turístico. Isso inclui desde a instalação de banheiros químicos até a organização de áreas para eventos, barracas, policiamento e limpeza.

A parceria, no entanto, exige responsabilidade. Quem quiser instalar estruturas na beira do rio,  seja para comércio, lazer, cultos ou festas, precisa solicitar a Permissão de Uso, que continua sendo controlada pela SPU. O custo é de até R$ 500 por temporada (90 dias), e quem ocupar sem autorização pode pagar multa de R$ 119,46 por metro quadrado.

Segundo a superintendente da SPU-GO, Rosana Carvalho, o objetivo é garantir um uso mais organizado, seguro e ambientalmente responsável das praias. “O rio é um bem de todos. Precisamos usá-lo com consciência”, destacou.

Rosana lembra que o visitante comum, que vai apenas passar o fim de semana, não precisa de autorização, mas é responsável por manter o espaço limpo. Já os permissionários devem desmontar tudo ao fim da temporada, deixando o local como encontraram.

A mudança também fortalece a fiscalização. Durante a temporada, haverá ação conjunta de órgãos como SPU, Marinha, Bombeiros, Polícia Militar e secretarias municipais, com foco em orientação e prevenção.

Outro atrativo liberado nesta temporada é a pesca. Desde março, com o fim da piracema, todas as modalidades estão autorizadas, incluindo pesca esportiva (pesque e solte), amadora e profissional. No entanto, os pescadores devem seguir as regras ambientais, sob risco de multa e apreensão de equipamentos.

Além da nova estrutura de gestão, as autoridades vêm promovendo encontros e capacitações com os municípios, ampliando o alcance da informação por meio de rádios, redes sociais e até TV aberta. O foco, segundo Rosana, é claro: “Quanto mais organizado o uso do rio, maior será o legado turístico e ambiental deixado para as próximas gerações”.