Ministério Público

Unitins é alvo de ação do Ministério Público por não convocar aprovados de concurso vigente

O Ministério Público do Tocantins entrou com uma ação civil pública para garantir a convocação de candidatos aprovados no concurso da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), realizado em 2022. A medida, com pedido de decisão urgente, também busca barrar a continuidade de contratações temporárias para funções consideradas permanentes.

A ação foi protocolada pela 2ª Promotoria de Justiça de Augustinópolis, no Bico do Papagaio. De acordo com o promotor Elizon de Sousa Medrado, há um descompasso entre a existência de aprovados aguardando nomeação e a manutenção de professores contratados de forma provisória na instituição.

Levantamentos do Ministério Público apontam que, embora o edital previsse 132 vagas imediatas, pouco mais de um terço dos aprovados foi convocado até agora. No campus de Augustinópolis, no curso de Direito, a situação é ainda mais restrita: apenas 11 dos 33 aprovados assumiram seus cargos.

Outro ponto destacado na ação é que, paralelamente à baixa convocação, a universidade abriu novos processos seletivos simplificados para contratação de professores temporários, inclusive para disciplinas já contempladas no concurso vigente.

Medidas solicitadas

Entre os pedidos feitos à Justiça, o Ministério Público quer a suspensão imediata de novas seleções e contratações temporárias em áreas onde há aprovados aguardando chamada. Também solicita que a Unitins apresente, em até 15 dias, um levantamento detalhado do quadro de servidores temporários e comissionados, incluindo funções exercidas e carga horária.

No mérito da ação, o órgão pede que a universidade seja obrigada a nomear todos os aprovados dentro do número de vagas previsto no edital, além de encerrar contratos considerados irregulares. O valor atribuído ao processo é de R$ 500 mil.

Concurso perto do fim

O Ministério Público argumenta que a situação se torna mais delicada diante do prazo de validade do concurso, que se encerra em 30 de abril de 2026. Segundo o órgão, há risco concreto de prejuízo aos candidatos aprovados, caso não haja uma decisão rápida.

Ainda conforme a ação, uma recomendação anterior, enviada em agosto de 2024, não foi cumprida pela universidade. Na ocasião, a reitoria alegou limitações orçamentárias e necessidade de autorização governamental, mas, segundo o MP, não apresentou medidas efetivas para resolver o problema.

O documento também aponta a existência de vínculos considerados precários, com professores temporários atuando em funções permanentes e até casos de recontratação sem respeito ao intervalo mínimo exigido por lei.

Para o Ministério Público, a prática fere princípios constitucionais e compromete o direito dos aprovados no concurso público.

Nova sede do Ministério Público é inaugurada em Araguaína com a presença de André Luiz e Jorge Frederico

Na manhã desta segunda-feira, foi inaugurado em Araguaína o novo prédio do Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO), um marco para o fortalecimento da justiça e da cidadania no norte do estado. A cerimônia contou com a presença de autoridades, membros do Judiciário, representantes da sociedade civil e lideranças políticas da região.

Entre os presentes, destacaram-se o advogado e pré-candidato a deputado federal André Luiz e o deputado estadual Jorge Frederico, que prestigiaram a solenidade e ressaltaram a importância da nova estrutura para a população araguainense e de todo o Bico do Papagaio.

“Estamos falando de um investimento que representa mais dignidade e eficiência no atendimento ao cidadão. O novo prédio é um símbolo do compromisso do Ministério Público com a transparência, a justiça e a proximidade com o povo”, destacou André Luiz.

Jorge Frederico, por sua vez, parabenizou o MPTO pela entrega da nova sede: “Araguaína merece instituições fortes e bem estruturadas. O Ministério Público cumpre um papel essencial na defesa dos direitos do cidadão, e essa nova sede vai ampliar ainda mais sua atuação”.

O novo edifício, moderno e funcional, foi projetado para atender às demandas crescentes da Promotoria de Justiça da Comarca de Araguaína, oferecendo melhores condições de trabalho aos promotores, servidores e colaboradores, além de garantir um atendimento mais humanizado ao público.

Com essa inauguração, o Ministério Público reafirma seu compromisso com a eficiência institucional e a promoção da justiça em todo o Tocantins.

ASSCOM