Tremor de terra

Terra volta a se mover no Tocantins; veja o que se sabe

/

Um tremor de terra de magnitude 2,8 foi registrado na madrugada da última quinta-feira (21) entre os municípios de Cariri do Tocantins e Gurupi, na região sul do estado. Apesar do registro, não houve relatos de moradores que tenham sentido o abalo, nem registro de danos.

O fenômeno foi identificado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), responsável pelo monitoramento desse tipo de atividade no país.

De acordo com especialistas, tremores de baixa magnitude são comuns no Brasil e ocorrem com frequência em diferentes regiões, muitas vezes sem serem percebidos pela população. Em geral, abalos abaixo de 4,0 têm baixa capacidade de causar danos estruturais.

Mesmo com a baixa intensidade, o Tocantins já registrou tremores mais fortes. Em dezembro de 2022, um abalo de magnitude 3,4 foi registrado em Talismã, também no sul do estado, sendo considerado o mais intenso já registrado na região. Na época, moradores relataram vibrações e barulhos semelhantes a trovões.

Outro caso ocorreu em 2019, quando um tremor de magnitude 3,1 foi registrado em Ipueiras e chegou a ser sentido em cidades vizinhas, como Santa Rosa do Tocantins e Silvanópolis.

Especialistas explicam que o Tocantins está localizado no interior de uma placa tectônica, o que reduz a intensidade e a frequência de grandes abalos sísmicos, diferentemente de regiões situadas nas bordas dessas placas.

Apesar disso, o risco não é inexistente. O Brasil já registrou, em 1955, um tremor de magnitude 6,2, considerado um dos mais fortes da história do país.

Segundo normas da engenharia civil brasileira, o Tocantins é classificado como área de baixo a moderado risco sísmico. Ainda assim, construções informais ou sem padrão técnico adequado podem ser mais vulneráveis em casos de tremores mais intensos.