Lixão

Justiça determina que Tocantínia encerre lixão e organize gestão de resíduos em até 120 dias

A Justiça da Comarca de Miracema decidiu que o Município de Tocantínia terá de pôr fim ao depósito irregular de lixo que funciona na cidade e implementar um sistema adequado de manejo de resíduos. O prazo estabelecido é de 120 dias, após o trânsito em julgado da decisão.

A ação judicial, iniciada em 2019, aponta que a área utilizada pelo município não atende às normas ambientais e funciona, na prática, como um lixão a céu aberto. Laudos anexados ao processo revelam que o local apresenta vulnerabilidade estrutural e riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde da população entre eles, contaminação do lençol freático, do solo e dos cursos d’água, além da proliferação de animais e insetos transmissores de doenças.

Durante a tramitação, a prefeitura informou que o aterro chegou a operar de forma regular entre 2008 e 2012, mas reconheceu que a falta de continuidade das ações necessárias acabou levando à situação atual. O município alegou também que já desenvolve medidas para reorganizar o serviço.

Ao analisar o caso, o juiz André Fernando Gigo Leme Netto ressaltou que a Constituição Federal garante o direito a um meio ambiente equilibrado e que esse dever é compartilhado pelo poder público e pela sociedade. O magistrado citou ainda a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que proíbe deposições irregulares, e o Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020), que reforça a responsabilidade municipal na gestão do lixo.

Com a decisão, a prefeitura deverá elaborar e executar o Plano Municipal de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos e adotar um sistema de descarte ambientalmente seguro. Caso o prazo seja descumprido, está prevista multa diária de R$ 500, limitada a R$ 50 mil.

Roni Teodoro promete eliminar lixão e anuncia prioridade em obras e qualificação dos serviços públicos em Augustinópolis

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O novo prefeito de Augustinópolis, Roni Teodoro, concedeu sua primeira entrevista à Rádio Gazeta FM 96.1 e à VBTv, em um programa especial apresentado por Paulo Palmares. Durante a conversa, o gestor destacou os desafios de assumir o comando do município em um momento de comoção pela morte do ex-prefeito Antônio do Bar e afirmou que seu compromisso será dar continuidade ao trabalho deixado por ele, com foco na modernização da cidade, fortalecimento da economia local e aprimoramento dos serviços públicos.

Logo no início da entrevista, Roni falou sobre a transição de governo e os primeiros dias à frente da prefeitura. “Foi uma semana intensa, de muito aprendizado. Apesar de ter sido vice, estar na linha de frente é uma experiência totalmente diferente. Trabalhamos dia e noite para garantir que o pagamento dos servidores fosse feito em dia, e conseguimos”, disse.

Entre os temas mais discutidos, o prefeito deu destaque à questão ambiental, classificando o lixão municipal como um dos principais problemas a serem enfrentados.

“O lixão é um gargalo para Augustinópolis. Está muito próximo da cidade e representa um problema que já se arrasta há mais de dez anos. Agora será prioridade número um. Já estamos finalizando o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que vai permitir a revitalização do aterro sanitário e a retirada definitiva do lixão. Esse era um sonho do nosso saudoso prefeito Antônio do Bar, e nós vamos concretizar”, afirmou.

Segundo ele, o projeto de reestruturação do aterro está em fase final e deve ser executado em parceria com órgãos ambientais e apoio da Assembleia Legislativa do Tocantins.

Roni também destacou planos para organizar o trânsito no centro da cidade, fortalecer a agricultura familiar e gerar mais emprego e renda por meio de parcerias com Sebrae, Senai, Unitins e Sindicato Rural. “Quanto mais empresas e produtores fortalecidos, menos pessoas dependerão da prefeitura. É assim que a cidade cresce com autonomia”, explicou.

Na entrevista, o prefeito ainda falou sobre a importância de qualificar os servidores municipais, reforçando que o bom atendimento à população será um dos pilares de sua gestão. “Quem procura um serviço público está ali por necessidade. Queremos que cada servidor saiba acolher e resolver o problema do cidadão com respeito e empatia. Vamos trabalhar isso junto ao Sebrae e às nossas secretarias”, disse.

Com tom emocionado, Roni lembrou da própria trajetória e da ligação com Augustinópolis. “Vivo aqui desde os dois meses de idade. Conheço cada rua, cada bairro e cada pessoa. Tudo que conquistei devo a esta cidade. Agora é hora de retribuir com trabalho e dedicação”, concluiu.