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Periquito com coloração azul rara é registrado no Tocantins e intriga pesquisadores

Um registro incomum chamou a atenção de especialistas e amantes da natureza no Tocantins. Uma servidora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificou um periquito com plumagem azul, um fenômeno raro na natureza.

O flagrante foi feito no município de São Félix do Tocantins durante uma atividade de observação de aves. O animal, da espécie periquito-de-encontro-amarelo, apareceu em meio a um bando, mas se destacou pela coloração diferente das demais aves, normalmente verdes. 

De acordo com o Ibama, a coloração azul é resultado de uma alteração genética conhecida como cianismo. Essa condição provoca a ausência de pigmentos responsáveis pelas cores amarela, laranja e vermelha nas penas. Como o verde típico dessas aves é formado pela combinação de pigmentos amarelos com estruturas que refletem o azul, a falta do amarelo faz com que a tonalidade azul se torne predominante. 

Embora chame atenção pelo aspecto visual, o fenômeno não representa, por si só, prejuízos diretos à saúde do animal. Ainda assim, especialistas alertam que a coloração incomum pode trazer desafios na natureza, como maior exposição a predadores e dificuldades de interação com outros indivíduos da mesma espécie. 

Registros desse tipo são considerados raros em ambiente natural e têm relevância científica. Segundo o órgão ambiental, casos como esse ajudam a ampliar o conhecimento sobre a variabilidade genética das espécies e reforçam a importância da conservação da fauna silvestre. 

O episódio reforça a diversidade da fauna do Cerrado tocantinense e mostra como alterações genéticas podem revelar fenômenos pouco comuns na natureza.

Ibama determina retirada de gado da Ilha do Bananal até 2025

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estabeleceu prazo para a retirada de todo o gado criado de forma irregular na Ilha do Bananal, localizada no Tocantins. De acordo com o Edital de Notificação nº 68/2025, publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (29), os rebanhos deverão ser removidos até 31 de dezembro de 2025.

A determinação atinge 88 fazendeiros já notificados e se estende a qualquer pessoa que mantenha animais na região sem autorização, mesmo que não esteja na lista oficial. Além de retirar o gado, os responsáveis deverão desmontar todas as estruturas ligadas à pecuária, como currais, cercas, depósitos e residências. O edital reforça que madeiras nativas usadas nas construções não poderão ser retiradas do local.

Segundo o Ibama, a permanência da atividade representa grave ameaça ao meio ambiente e caracteriza infração administrativa. O descumprimento da ordem pode resultar em multas, apreensão dos animais e demolição forçada das instalações, além de responsabilização judicial com base no Decreto Federal nº 6.514/2008.

A instituição também informou que investiga indícios de fraudes em processos de regularização ambiental e sanitária na região, o que pode gerar responsabilização criminal.

A Ilha do Bananal, considerada a maior ilha fluvial do mundo, abriga povos indígenas e uma biodiversidade única, sendo classificada como área de alta importância ecológica. Por isso, a presença irregular do gado é vista como fator de risco para os ecossistemas locais.

Localização

A Ilha do Bananal está localizada no estado do Tocantins, na divisa com o Mato Grosso, banhada pelos rios Araguaia e Javaés. Reconhecida como a maior ilha fluvial do mundo, ela se estende por mais de 20 mil km² e abriga o Parque Nacional do Araguaia e a Terra Indígena Parque do Araguaia, onde vivem comunidades indígenas como os Karajá, Javaé e Avá-Canoeiro. Além de sua relevância cultural, a região é considerada um dos ecossistemas mais importantes do país pela riqueza da fauna e flora.