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Polícia Civil prende três suspeitos por homicídio em Colinas

A Polícia Civil do Tocantins prendeu, na tarde desta segunda-feira (23), três pessoas suspeitas de envolvimento na morte de uma jovem de 25 anos, cujo corpo foi encontrado enterrado no quintal de uma residência no município de Colinas. A ação foi realizada de forma conjunta por equipes da 6ª Central de Atendimento da Polícia Civil (CAPC) e da 42ª Delegacia de Polícia Civil.

A operação teve início após a polícia receber uma denúncia informando sobre a possível existência de uma cova rasa em uma casa localizada no Setor Santo Antônio, onde moradores relataram um forte odor vindo do local. Diante das informações, os policiais se deslocaram até o endereço indicado e acionaram a perícia criminal.

Após a realização de escavações no quintal do imóvel, foi confirmado que havia um corpo enterrado no local. A vítima foi identificada pelas iniciais R. P. de S., de 25 anos.

No imóvel, os policiais encontraram o morador identificado como M. A. A. L., de 31 anos, conhecido como “Gaguim”. Ele confirmou que o corpo encontrado era de uma mulher e apontou outro homem, identificado como S. R. B., de 38 anos, conhecido como “Barba”, como autor do homicídio. Segundo o relato, uma terceira pessoa, identificada pelas iniciais A. R. F., de 37 anos, teria presenciado o crime.

Com o avanço das diligências, a Polícia Civil localizou A. R. F., que confirmou ter presenciado o homicídio e a ocultação do corpo. Conforme depoimento prestado à polícia, a vítima teria sido morta por estrangulamento, com o uso de uma corda.

Investigação

De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por uma dívida relacionada ao tráfico de drogas envolvendo a vítima e o principal suspeito. O homicídio ocorreu na madrugada do dia 19 de dezembro de 2025, enquanto a ocultação do cadáver e a associação criminosa teriam ocorrido no dia 22 de dezembro.

Os três suspeitos foram presos e autuados em flagrante pelos crimes de ocultação de cadáver e associação criminosa. Eles também deverão responder por homicídio qualificado, em razão da crueldade e do recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O delegado Marco Aurélio Barbosa Lima destacou que a resposta rápida da Polícia Civil foi fundamental para a elucidação do caso. Segundo ele, a atuação imediata das equipes permitiu identificar os envolvidos e efetuar as prisões em curto espaço de tempo.

Suspeito de matar vigia em shopping de Palmas é CAC e já havia sido condenado por porte ilegal de arma

O homem apontado como autor dos disparos que mataram o vigia Dhemis Augusto Santos, 35 anos, em um shopping de Palmas, foi identificado como Waldecir José de Lima Júnior, 40 anos. Ele possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e está com prisão preventiva decretada. Até a mais recente atualização, o suspeito seguia foragido.

O crime ocorreu na noite de sábado (29), em um centro comercial da 203 Sul. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Waldecir discute com o vigia após estacionar de maneira irregular. Em seguida, ele saca uma arma e atira à queima-roupa na região abdominal da vítima. Dhemis chegou a ser socorrido pelo Samu e levado ao Hospital Geral de Palmas (HGP), mas não resistiu.

Histórico criminal

Investigações revelaram que Waldecir já havia sido condenado anteriormente por porte ilegal de arma de fogo. Em 2013, ele foi flagrado armado dentro de uma churrascaria de Palmas. Na abordagem, teria afirmado ser policial civil para evitar uma revista.

Na primeira instância, o juiz o absolveu sob a justificativa de que o porte teria ocorrido “de forma fortuita, sem intenção de carregar a arma”. O Ministério Público recorreu e o Tribunal de Justiça reformou a decisão, condenando Waldecir.

Em acórdão assinado pelo desembargador Daniel Negry, o TJ afirmou que o crime de porte ilegal é “formal e de perigo abstrato, consumado com a simples prática da conduta”.

CAC não autoriza porte em locais públicos

Apesar de ser registrado como CAC, Waldecir não tinha autorização para portar arma em ambiente público. O registro de Colecionador, Atirador e Caçador apenas permite o transporte do armamento entre a residência e locais de treino ou competição, seguindo regras específicas.

O porte de arma — que permite circular armado — requer autorização formal da Polícia Federal, mediante avaliação psicológica, comprovação de idoneidade, capacidade técnica e outros requisitos.

A PF informou que o Certificado de Registro pode ser suspenso ou cancelado caso o titular tenha condenação criminal, após processo administrativo.

Fuga e buscas

Após o disparo, Waldecir fugiu do local dirigindo um carro de luxo. Equipes da Polícia Militar e da Divisão de Homicídios localizaram o endereço dele e encontraram o veículo utilizado na fuga na garagem da residência, mas o suspeito não estava no imóvel.

A polícia divulgou um cartaz de procurado e segue realizando buscas. A defesa de Waldecir não foi localizada pelo g1 até o momento.

Relembre o caso

  • Dhemis orientou o motorista a retirar o carro de uma vaga irregular.
  • O suspeito teria inclusive atingido uma baliza de sinalização ao estacionar.
  • Após ser advertido, sacou a arma e atirou.
  • A ação durou poucos segundos e foi registrada por câmeras do shopping.
  • O vigia era funcionário de uma empresa terceirizada.

Homem é condenado a 12 anos de prisão por homicídio em Colinas do Tocantins

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O auxiliar de serviços gerais Leandro Ferreira da Costa, de 23 anos, foi condenado a 12 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato de Josué Rodrigues Costa, crime ocorrido em 18 de junho de 2020, em Colinas do Tocantins. O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (29/8), no Salão do Tribunal do Júri da comarca.

De acordo com os autos, réu e vítima estavam na sala da residência de Josué quando iniciaram uma discussão considerada fútil, relacionada a mulheres. Após uma breve pausa, os dois voltaram a brigar, momento em que Leandro atacou Josué com uma faca, causando sua morte.

Durante o julgamento, a defesa tentou desclassificar a acusação de homicídio qualificado para homicídio privilegiado — quando o autor age sob violenta emoção após provocação. O pedido, no entanto, foi rejeitado pelo Conselho de Sentença, que reconheceu a prática de homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil e pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

A sentença foi proferida pela juíza Nely Alves da Cruz, que levou em conta o período em que o acusado permaneceu preso preventivamente entre junho de 2021 e março de 2023. Dessa forma, restam 10 anos, três meses e 18 dias a serem cumpridos.

A magistrada também determinou que Leandro cumpra a pena de imediato, decretando sua prisão preventiva. O réu não poderá recorrer em liberdade, embora a decisão ainda caiba recurso ao Tribunal de Justiça do Tocantins.