Tragédia na ponte JK ganha novos ângulos registrados por câmeras de caminhões
Novas imagens que circulam nas redes sociais revelam, com mais detalhes, o momento em que a ponte JK desabou entre os municípios de Aguiarnópolis e Estreito. Os registros foram feitos por câmeras instaladas em caminhões que passavam pelo local no instante do acidente.
Nos vídeos, é possível ver que o fluxo de veículos seguia normalmente até que, de forma repentina, a estrutura começa a ceder. Em poucos segundos, o vão central desaba, arrastando caminhões, uma motocicleta e outros veículos para o Rio Tocantins.
O acidente aconteceu na tarde do dia 22 de dezembro de 2024, pouco antes das 15h. Ao todo, 14 pessoas morreram, três continuam desaparecidas e uma ficou ferida. A queda da ponte provocou comoção na região e levantou questionamentos sobre as condições da estrutura.
Além do impacto humano, o desabamento também trouxe preocupação ambiental. Entre os veículos que caíram no rio, havia caminhões transportando cargas perigosas, como ácido sulfúrico e defensivos agrícolas.
Dias antes da tragédia, moradores já vinham alertando autoridades sobre problemas na ponte. No momento do colapso, inclusive, um vereador registrava imagens no local justamente para denunciar a situação da estrutura.
As novas gravações foram divulgadas por páginas nas redes sociais e reforçam a dimensão do acidente, mostrando o instante exato em que os veículos são surpreendidos pela queda.
Enquanto isso, familiares das vítimas e trabalhadores da região ainda aguardam respostas. A advogada Melissa Fachinello cobrou providências e criticou a demora no pagamento de indenizações, destacando que pescadores e famílias afetadas seguem sem reparação.
Em nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes informou que os pedidos de indenização estão sendo tratados na Justiça. O órgão afirmou que há negociações em andamento para buscar acordos, mas não há prazo definido para os pagamentos.
Após o desabamento, o que restou da estrutura passou por implosão em fevereiro de 2025. Uma nova ponte foi construída no local e inaugurada exatamente um ano depois da tragédia, em dezembro de 2025.
Mesmo com a reconstrução, o episódio segue marcado como um dos mais graves da região, tanto pelas perdas humanas quanto pelos impactos sociais e ambientais deixados.
