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Desgaste político: Wanderlei abre o jogo sobre relação com Amélio Cayres

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Em entrevista à jornalista Maju, o governador do Tocantins foi questionado sobre seu sentimento em relação a Amélio Cayres, que recentemente deixou o partido e anunciou a desistência da candidatura ao governo. O governador detalhou a relação política entre os dois, marcada por colaboração e tensões.

“Eu fiquei surpreso. Não foi com ele tirar agora, foi com ele utilizar isso durante quatro meses”, afirmou Wanderlei, referindo-se à retenção de processos de impeachment e à forma como a situação foi conduzida publicamente. Segundo ele, ações de Cayres foram seguradas por quase quatro meses, mesmo após o governador ter recebido decisões favoráveis na Justiça, e o episódio foi constantemente mencionado em reuniões e eventos, gerando desgaste político.

Wanderlei destacou ainda que sempre colaborou com Cayres, ajudando inclusive na eleição de cargos estratégicos dentro da Assembleia Legislativa. “Se o Amélio me ajudou em algum momento, eu ajudei muito”, disse. Ele reforçou que a saída de Cayres do partido não foi uma imposição e que o ex-parlamentar teve liberdade para tomar suas decisões.

O governador também criticou o que classificou como tentativa de vitimismo de alguns integrantes do grupo político, incluindo Cayres, ao sugerirem que teriam sido “empurrados” para determinadas candidaturas. “Criar vitimismo agora dizendo que foi empurrado não procede”, afirmou.

Com a saída de Cayres e as movimentações recentes dentro do partido, Wanderlei afirmou que mantém o respeito à convivência política, mas ressaltou a surpresa com a forma como certas situações foram administradas. “Às vezes você perde a paciência. Como é que você vai aguentar uma pessoa que você tem todo o respeito, a convivência?”, declarou.

A entrevista, publicada hoje, 02 de abril, pelo portal Gazeta do Cerrado, dá um bom panorama dos bastidores do poder no Tocantins. Para se situar, Wanderlei Barbosa, governador pelo União Brasil, vem articulando alianças dentro da Assembleia Legislativa e tentando manter o controle político do governo. Amélio Cayres, ex-parlamentar do Republicanos, recentemente deixou o partido e desistiu da candidatura ao governo, mexendo com o tabuleiro político local. Ademais, a candidata do governador ao governo é Dorinha Seabra Rezende, que busca consolidar apoio dentro da base aliada. No “jogo” das articulações, é possível ver claramente as movimentações de cada peça. Wanderlei tenta segurar a defesa, Cayres saiu do ataque e ainda deixou umas bolas quentes pelo caminho e Dorinha corre para consolidar sua posição. 

Daiane Silva, 24 anos, é jornalista tocantinense e augustinopolina de berço. Já trabalhou em rádio e fez assessoria política nas eleições municipais de 2024. Apaixonada por livros-reportagem e inspirada no trabalho de Roberto Cabrini, sonha em seguir no jornalismo investigativo. Também pretende se aprofundar em Ciência Política para entender ainda mais sobre o cenário político e social.

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