A segunda fase da Operação Repugnare foi colocada em prática nesta terça-feira (3), em Nova Olinda, no norte do Tocantins. A ação é conduzida pela Polícia Civil, por meio da 33ª Delegacia, e tem como foco a responsabilização de suspeitos de crimes sexuais cometidos contra três irmãs, atualmente com 9, 12 e 18 anos.
De acordo com a investigação, dois homens são apontados como autores dos abusos. Um deles, de 44 anos, identificado pelas iniciais A.I.L., foi localizado e preso enquanto trabalhava em uma obra na cidade de Araguaína. Após a detenção, ele foi encaminhado à Central de Atendimento da Polícia Civil e, posteriormente, ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
O outro investigado, Joilson Soares Silva, de 40 anos, não foi encontrado e é considerado foragido. Equipes estiveram no endereço dele em Nova Olinda, mas o suspeito não estava no local. A Polícia Civil divulgou a imagem do investigado e pede apoio da população para localizá-lo. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone 197.
As apurações começaram em dezembro do ano passado, após uma das vítimas relatar à mãe que vinha sofrendo abusos e ameaças. Segundo a polícia, os dois suspeitos mantêm relação de parentesco com familiares das jovens. Após o primeiro relato, as outras duas irmãs também revelaram que haviam sido vítimas.
A mãe procurou o Conselho Tutelar, que acionou imediatamente a Polícia Civil e o Instituto Médico Legal. Os exames periciais confirmaram os abusos, fortalecendo as provas reunidas no inquérito.
Em nota, o delegado responsável pelo caso destacou que as diligências continuam até que o segundo suspeito seja localizado e reforçou que crimes contra crianças e adolescentes são tratados com prioridade absoluta pela corporação.
A Operação Repugnare teve início ainda em 2025 e segue em andamento.
